O assassino, o homicida e o matador

Não existe mal absoluto.

              Cada coisa tem seu nome, cada nome tem sua história. Assassino, homicida e matador não são sinônimos. Apesar disto todos são seres humanos, pessoas com dois olhos, duas mãos, um gênero e emoções. Isso é o que os torna tão sinistros.

              Assassino é aquele que, por exemplo, mata  numa embosgada. O homicida não. Homicídio é um homem matar outro homem, nada mais.

             Já o matador é aquele sujeito capaz de uma ação capital, desde que motivado. Normalmente, não age friamente.  É o sujeito que mata como prova de bravura, sem ser um pistoleiro, por exemplo.

             Ontem , assisti a um documentário na TVE BRASIL que retrata a pistolagem no nordeste. No final do filme inúmeros assassinos relatam seus cotidianos, seus motivos, dentre outros aspectos. A partir desta experiência visual cheguei àquela conclusão expressa no primeiro parágrafo. O pistoleiro é o típico exemplo de assassino.

             Certa vez, tive a curiosidade de perguntar a uma pessoa – réu confesso – se ele poderia descrever a sensação nefasta de matar alguém (depois de uma briga em legítima defesa) ao que ele me respondeu: “Vômito, Dotô. Ânsia de vômito”.

             Um homem desse tipo não é assassino, e sim um homicida. Assassinos e matadores exibem em seus atos a marca da maldade, já os homicidas exibem seu lado humano.

              O que distingue os seres humanos dos animais é sua capacidade de falar em prol do mal. O crime é um símbolo de nossa liberdade.

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