A banalidade do mal: Adolf Eichmann e Jhonatan de Souza Silva

Hannah Arendt observou o julgamento de Adolf Eichmann como repórter. Incluisve fez um livro sobre o episódio.

O réu era acusado de ser um dos organizadores do assassinato em massa praticado pelos nazistas contra os judeus europeus. No cargo de diretor do “Setor de Judeus IV B 4” do Departamento de Segurança do Reich, Eichmann era responsável pela logística daquilo que os nazistas chamavam de “solução final”: ele organizava os trens, nos quais as vítimas da política de violência nazista eram enviadas para os campos de concentração.

Segundo Arendt, o banal não está no crime, mas no criminoso. Ou seja, de acordo com ela, alguém responsável por assassinatos em massa como Eichmann não precisa de forma alguma ser um monstro, podendo ser, ao mesmo tempo, uma pessoa completamente normal: um funcionário público ciente de suas obrigações, um marido amoroso, um pai preocupado.

Jhonatan de Sousa Silva concedeu uma entrevista pormenorizando os fatos que culminaram com a morte de Décio Sá. Na oportunidade falou de outros crimes.

Jhonatan não é Eichmann. Monstros não existem. O que mais impressiona é o assassino de Décio Sá é um ser humano banal. Frio, mas absolutamente comum.

Há muitos Jhonatans por aí.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s