Jurados têm de ouvir argumento três vezes para fixá-los

A firma tinha de defender um criminoso contumaz em uma cidade distante. Definitivamente, não valia a pena enviar qualquer peso-pesado do escritório para um caso perdido. Assim, a firma designou um advogado novo, recém-contratato, para o trabalho, com a recomendação de que garantisse ao cliente a melhor defesa possível. Mas o advogado era profissionalmente brilhante e conseguiu a absolvição do réu. Entusiasmado, enviou um e-mail para o chefe, dizendo: “Justiça foi feita”. Ao que recebeu a resposta: “Recorra imediatamente”. 

Essa é só uma velha piada, mas serve para ilustrar o problema da “técnica da repetição”, muito usada por bons advogados no tribunal do Júri. A técnica ensina que, em um julgamento, a informação mais relevante tem de ser forçosamente repetida e repetida. Os jurados só conseguem fixar na memória um fato, uma prova ou um argumento depois que forem repetidos por pelo menos três vezes.

Por mais competente que seja o advogado em sua sustentação oral ou em todas as suas intervenções em um julgamento, ele precisa se assegurar de que, de alguma forma, os jurados vão ter em mente os fatos mais relevantes que apresentou, quando forem deliberar sobre o caso.

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