Feliz Ano Novo

D.M.L tinha 18 anos. Passara dois anos com síndrome do pânico, depressivo. Morava num bairro na periferia de São Luís próximo distrito industrial.  O pai é desconhecido, a mãe morreu de câncer durante o prisão do filho. Passou 1 ano e 7 meses preso na cela de uma cadeia, onde ficou tuberculoso.

Na madrugada do ano de 20xx, na virada do ano, encontrou um desafeto na porta de um bar e após luta corporal efetuou duas facadas na vítima, que morreu no hospital.

Por isso D.M.L foi preso e pronunciado a Júri.

Teses da defesa: legítima defesa putativa, homicídio privilegiado e lesão seguida de morte.

As qualificadoras de torpeza e dificuldade de defesa da vítima foram afastadas.

A acusação insistiu que o réu agiu por vingança, já que a vítima o acusava de furtado uma bicicleta um ano antes, tempo em que o acusado estava catatônico em casa.

D.M.L converteu ao protestantismo. Disse ao advogado que a melhor passagem bíblica “é aquela do apóstolo João, que diz que a verdade o absolverá”. O defensor disse que era a sua também.

É homem de bem, cuja vida mudou, não se sabe até quando, mas mudou.

A vítima estava bêbada, provocou o acusado. A confissão do acusado ajudou a dar marcha ao processo.

Os jurados após debates respeitosos acataram uma das teses da defesa: homicídio privilegiado. Foi aplicada a pena mínima.

A verdade não o absolveu, mas fez justiça.

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