O lado humano

C.H.D.S tem a minha idade, que o defendi hoje perante o Júri (processo: 20098/2004).
O réu tem seis filhos, a mulher está grávida de sete meses e já tem um neto.
Acusado de um crime grave foi absolvido por falta de provas. A acusação sustentou homicídio qualificado (motivo fútil e utilização recurso que impossibilitou a defesa da vítima).
Ficou evidenciado que duas testemunhas da acusação mentiram desfaçadamente, umas inventando circunstâncias anteriores, outra forjando circunstâncias concomitantes ao crime; que a prova apurada na Polícia não foi com a devida imparcialidade, visto como se desprezaram depoimentos valiosos, pela simples razão de serem contrários ao sistema de acusação preestabelecido.
Ficou patente o arranjo da prova, a acomodação jeitosa dos testemunhos, que, mesmo assim, se revelaram contraditórios em extremo e imprestáveis para gerar convicção e determinar sentença condenatória.
À luz dos debates, diante dos juízes populares, em cuja serena justiça sempre confiei, foi desfeito, destruído, pulverizado, o conjunto de supostas provas alardeadas pela acusação.
Parafraseando o bardo inglês os vivos não devem pagar pelos erros dos mortos.

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