Quatro policiais são condenados pelo assassinato de jovem na Vila Embratel

O 2º Tribunal Popular do Júri de São Luís condenou a 30 anos de reclusão o policial militar reformado do Estado do Maranhão, Ivaldo Freire Coelho, pelo assassinato de Erinaldo Almeida Cunha, conhecido como “Doidinho”. O jovem foi executado com quatro tiros de revólver, no bairro Vila Embratel. Na época, o policial era da ativa, estava de folga no dia do crime e na companhia de outros militares. Ele deverá cumprir a pena em regime fechado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

 Por homicídio culposo, culpa por negligência, já que não foram capazes de impedir que a vítima fosse executada,  também foram condenados os policiais Josuel Inácio Diniz Sá, José Paulo Vieira Neto e Edvaldo Pereira da Silva. As penas, fixadas em aproximadamente um ano e três detenção, deverão ser cumpridas em regime aberto e cabe apelação da decisão em liberdade. Inicialmente eles foram levados a júri popular junto com Ivaldo Freire, mas o Conselho de Sentença afirmou que os réus não quiseram o resultado da morte, nem assumiram o risco de produzi-lo, transferindo para o juiz a competência de julgá-los.

 O julgamento dos quatro policiais militares, realizado na última segunda-feira (25), na sala de sessões do júri, no Fórum Des. Sarney Costa, foi presidido pelo juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Gilberto de Moura Lima. Atuaram na sessão, que começou por volta das 8h30 e só terminou depois da meia noite, o promotor de Justiça Rodolfo Soares Reis, os advogados Erivelton Lago e Jomar Câmara e o defensor público Marcos César da Silva Fort.

 Em face da vontade soberana dos jurados, o juiz condenou o militar reformado, Ivaldo Freire Coelho, por homicídio qualificado por motivo torpe. Ao término da sessão, o magistrado decretou a prisão preventiva do policial, encaminhando-o ao Quartel do Comando da Polícia Militar, onde ficará recolhido à disposição da Justiça.

 O crime– Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia 28 de julho de 1994, por volta das 14h, no campo de futebol denominado “Piçarrão”, na Vila Embratel, em São Luís, o militar Ivaldo Freire Coelho,que estava de folga nesse dia, juntamente com os policiais Edvaldo Pereira da Silva, Josuel Inácio Diniz Sá e José Paulo Neto, que estavam de serviço, invadiram a casa de Erinaldo Almeida Cunha, no bairro Vila Embratel. A vítima foi espancada, algemada e levada para o campo de futebol, onde foi executada.

 Consta na denúncia que os policiais envolvidos agiram por vingança, pois queriam, ao invadir a casa da vítima, tomar um revólver com a qual o jovem teria atirado em um policial.

Ao serem interrogados na sessão de julgamento, os acusados Josuel Inácio Diniz Sá, José Paulo Vieira Neto e Edvaldo Pereira da Silva confessaram suas participações na prática do crime, mas afirmaram que quem atirou na vítima foi Ivaldo Freire Coelho, que negou a autoria do crime.

Abuso de autoridade– A sentença afirma que na época dos fatos e na condição de policial da ativa, porém, fora do serviço, Ivaldo Freire Coelho, abusando de sua autoridade, e sob o pretexto de que a vítima teria praticado assaltos no dia do crime, invadiu a casa de Erinaldo Almeida Cunha e o levou para um lugar ermo para, em seguida, executá-lo.

 Conforme o juiz, nos autos do processo não existe nenhuma prova ou mesmo indício de que a vítima tenha colaborado para o crime. Há também nos autos um abaixo- assinado de moradores da área onde ocorreu o crime, clamando por justiça, pela grande repercussão do assassinato na época.

 Assessoria de Comunicação – Fórum Des. Sarney Costa

(98) 3194-5650

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