Do discurso

Gosto do juiz que, enquanto falo, me olha nos olhos: ele me dá a honra de procurar assim, no meu olhar, para além das palavras que podem ser apenas um hábil jogo dialético, a luz de uma consciência convencida.

Gosto do juiz que, enquanto falo, me interrompe: falo para lhe ser útil, e quando ele, ao me convidar a calar, adverte-me de que a continuação do meu discurso o entediaria, reconhece que até aquele momento não o entediei.

– Eles, os juízes, vistos por um advogado. (Piero  Calamandrei)

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