O instinto de morte

” A morte é apenas o início; depois vem a parte difícil. Há três maneiras de se conviver com a morte – para que se mantenha o terror dela á distância. A primeira é a supressão: esquecer que a morte vem; agir como se ela não viesse. É o que a maioria de nós faz o tempo todo.  A segunda é o oposto: memento mori. Lembrar-se da morte. Mantê-la o tempo todo na mente, pois com certeza a vida não pode ter sabor melhor do que quando um homem acredita que hoje é seu último dia. A terceira é a aceitação. Um homem que aceita a morte – que realmente a aceita – não teme nada e assim adquire uma equanimidade transcendente diante de qualquer perda. Todas essas três estratégias têm algo em comum. São mentiras. O terror, ao menos, seria honesto.

Mas existe uma outra, uma quarta maneira. É uma opção inadmissível, um caminho do qual nenhum homem pode falar, nem para si mesmo, nem na quietude de seus pensamentos. Essa maneira requer que não haja esquecimento, que não haja mentira, que não haja prostração no altar do inevitável. Tudo o que ela exige é instinto (…)”

Jed Rubenfeld

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