Rábula de Porta de Xadrez

Eu sempre escrevi durante o período da noite.
Reuniões no decorrer do dia com os clientes, as audiências com juízes e promotores, idas às delegacias, Júris (64 ano passado) visitas a clientes presos e processos.
Escrever à noite. Eu sempre tive um bom sono, mas eu achava que escrever era necessário. Três, quatro horas por noite. Café, apenas a luz da tela, o teclado retroiluminado. Havia histórias que eu experimentei como advogado.
“Na noite escura real da alma é sempre três horas da manhã”, F. Scott Fitzgerald escreveu.
Foi um bom período. Dois ou três anos atrás. Já escrevi dois depois disto. Estão na gaveta. Eu escrevo rápido. É um bom tempo. Nenhum telefone vai tocar, e ninguém envia um e-mail. Eu estava sozinho com os personagens de minhas histórias, e eles eram todos meus.

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