O risco do Estado vingativo

Às vezes a culpa de uma pessoa é tão grande que de nada adianta insistir numa tese absolutória. Mas isto é que interessa: a pessoa.
Nesses tempos de fundado receio de atos criminosos, perpetrados por organizações criminosas nascidas nos presídios, é preciso cautela, velamento.
Em julgamentos criminais nos perguntamos se o acusado estava consciente do que ele fez, se ele podia entender e diferenciar entre o certo e o errado. No final, o grau de culpa de uma pessoa é sempre determinado por suas circunstâncias.
Dizer que alguém tem culpa significa dizer que uma pessoa só poderá ser acusada pessoalmente. Não há responsabilidade coletiva, não existe culpa herdada, e todo mundo tem direito à sua própria trajetória de vida.
Caso contrário poderá ocorrer vingança, a culpa e as coisas que continuarão a falhar. O risco do Estado vingativo, gerador de mais violências.
Acreditamos que estamos seguros, mas o oposto é verdadeiro: nós poderíamos perder nossa liberdade, mais uma vez. Aconteceu na Alemanha nazista, enfim, em todos os regimes de força.
Fazê-lo significaria perder tudo.
Essa é a nossa responsabilidade.

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