Advogados criminais só defendem inocentes

Se um policial ouve um grito, entra em uma sala e vê um homem com uma faca e uma mulher no chão coberta de sangue para ele fica nítido que aquele homem é um assassino.

O advogado deve dizer que “parece” que é um assassino.

Um juiz deverá dizer se ele é culpado ou inocente. O advogado não tem que olhar se o réu é culpado ou não, se isso acontecer, ele agirá errado, fará o que não é a sua função.  Ou, pelo menos, não é um Estado de direito.

Enquanto houver um processo para apurar a culpabilidade de uma pessoa qualquer ela é inocente. Não existe culpa antecipada. Com exceção da execução penal, advogados criminais só defendem inocentes. Qualquer pessoa só poderá ser considerada culpada após o trânsito em julgado de uma sentença condenatória.

Quando o réu é absolvido implica dizer que o Estado não teve certeza de que ele era realmente culpado, apesar das aparências.

A Justiça é mostrada com os olhos vendados e uma balança.

O advogado tem que colocar tudo o que puder em um dos pratos, porque o Ministério Público colocou tudo o que foi capaz de colocar na outra.

Não seria justo que o advogado não utilizar plenamente os recurso que dispõe.  E como um advogado estou sozinho, minha única arma é a minha cabeça.

O Ministério Público  tem mais de 5 mil policiais para investigar um caso.

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