O Direito Penal é o lixo

O homem é muito complexas, suas opiniões e sua cabeça não funcionam num claro ou escuro.

O juiz, no entanto, faz perguntas binários que devem ser respondidas “sim” ou “não”. 

No final do julgamento, há o promotor de frente para a defesa. 

Ambos os lados estão desenhando seus argumentos a partir do mesmo dossiê – como pode ser contada a verdade completa?

 A sociedade tem dificuldade em ver o que não seja preto ou branco. 

As pessoas não podem aceitar que Hitler matou milhões de pessoas, mas amava sua esposa, beijava a mão de suas secretárias e tinha fascinação por sua cadela de estimação.

 As pessoas não acreditam nessas complexidades, porque eles têm medo de que toda pessoa é capaz de fazer. 

Nós, que acreditamos que somos pessoas de bem, também somos capazes monstruosidades, nem que sejam baixezas morais e não necessariamente crimes.

Nós, os racionais, precisamos de centenas de leis que nos obriguem a ser solidários, compreensivos, afetivos, afetuosos, sob pena não raro de cadeia. Nós temos um artigo no Código Penal, por exemplo, que diz que deixar de prestar socorro ao doente, ao velho, ao enfermo, à pessoa correndo perigo… Nós precisamos colocar na lei que quem não prestar socorro vai para a cadeia. E por que nós colocamos na lei? Porque nós não somos capazes de absorver esse valor como um valor intrínseco da existência humana.

 E aí, quando nada resolve, diz-se assim: “agora a gente pega e bota o Direito Penal, que vai resolver”.

O Direito Penal é o lixo da sociedade.

Um homem simétrico, sem contradições, não existe.

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