Justiça anula processo contra envolvidos na morte de cinegrafista da BAND

RIO – A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça desclassificou, nesta quarta-feira, a acusação de homicídio qualificado contra os dois acusados de terem acendido o rojão que atingiu e causou a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilídio de Andrade, em fevereiro do ano passado, como revelou o colunista Ancelmo Gois. Os desembargadores determinaram ainda a expedição de alvarás de soltura de Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza. Os dois responderão ao processo em liberdade. O processo sai agora da competência do 3º Tribunal do Júri e será redistribuído para uma das varas criminais comuns da Comarca da Capital. O promotor que receber o caso terá que oferecer uma nova denúncia. A decisão foi tomada por dois votos a um.
No julgamento do recurso, o colegiado da 8ª Câmara, seguindo voto do desembargador Gilmar Augusto Teixeira, concluiu que não ficou comprovado na denúncia do Ministério Público que ocorreu dolo eventual (quando o agente, mesmo sem querer efetivamente o resultado, assume o risco de produzi-lo). Ele foi acompanhado pela desembargadora Suely Lopes Magalhães. O relator Marcus Quaresma Ferraz, que negava os pedidos da defesa, foi vencido na votação.
Em agosto do ano passado, Fábio e Caio haviam sido pronunciados para serem submetidos a júri popular. Os dois respondiam por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, com uso de explosivo e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima.

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