A lei e as letras

Sou tudo menos um pedagogo. É contrário à minha pessoa, tenho respostas para muito poucas perguntas. Só sei fazer perguntas. Claro que teria sido mais difícil se eu não estivesse a par das questões jurídicas. Ajuda um bocado saber alguma coisa sobre direito.

Tornei-me advogado de defesa porque certas questões me interessam. Não percebo nada de direito civil: não me interessa muito se é uma pessoa a receber dinheiro de outra ou não. É no direito penal que são discutidas as grandes questões sociais. Não há assim tanta diferença, pelo menos nestes temas, entre o trabalho do escritor e o do advogado.

O meu interesse pela jurisprudência e pela literatura e o texto dramático têm, portanto, a mesma origem. Até os 23 anos escrevi vários textos dramáticos, que culminou com uma peça intitulada Corredor Polonês. Anos depois, já advogado, escrevi um romance chamado Rábula de Porta de Xadrez;

É o nosso estado; somos nós que temos de decidir como queremos viver. Isso não deve ser uma coisa abstrata, uma coisa longínqua, senão a nossa democracia fracassa. Mas a arte   não é para mim uma instância moral. Pode ser um lugar de elucidação no sentido filosófico.

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